Já é Natal!

Reparou as luzes pela cidade? A decoração nas casas, prédios, praças, shoppings, comércio em geral. Tudo ornamentado. Os enfeites. Bolas, fitas, laços, Papai e Mamãe Noel, árvores, maçãs, uvas, ursos, sinos, estrelas, cartões, o tradicional presépio. As cores. O verde, o vermelho e o dourado se destacam. Mas há quem prefira inovar. E decoram com outros tons. Critério pessoal.

Castanhas, panetone, vinhos, carnes, frutas, doces. Aumento do trânsito, se isso é possível, lojas lotadas, consumidores, sacolas e caixas. Tudo em busca do presente perfeito. Ou será pela famosa lembracinha? Tanta gente para presentear. Mãe, pai, avós, filhos, irmãos, namorado (a), marido (esposa). Os convidados. Período único para reunir todos, familiares e amigos. Sem desculpa de tempo na agenda.

Natal! Período do ano característico. Ocasião onde as pessoas demonstram um carinho diferente. Algo singular. Deve ser mesmo a época. Durante o ano tantos problemas, conquistas, dificuldades, realizações. Hora de pensar no que foi feito e o que não foi possível concretizar. De relembrar os momentos bons e, se possível, esquecer os ruins. Hora de comemorar, brindar. Planejar os objetivos de 2008. E que venha mais um ano!

Não é qualquer um que entende


Não classificaria apenas como uma simples torcida. Mais que isso. Algo difícil de explicar. Um sentimento grande, intenso, enigmático. É muito mais que torcer. Diria: idolatrar. Um amor que não tem fronteiras. Só quem faz parte consegue entender. Raça, doutrina, destino. Não torna-se atleticano. Nasce alvinegro.

Embora os adversários destaquem insistentemente apenas as derrotas, as quedas para o atleticano nunca são dificuldades. Um ensinamento, uma lição. A busca contínua da vitória. Um amor cego, insistente, impreciso. Podem considerar uma doença. Entendo. Eles não sabem o que é isso. Não é apenas torcer quando o time está à frente. É muito mais. O atleticano nunca esquece do seu time nas derrotas. É um casamento. É apoiar nos períodos difíceis, com esperança de momentos inesquecíveis.

É possível mudar tudo. Cidade, país, visão política, religião, namorado (a) e até marido (mulher). Mas para um atleticano é impossível mudar de time. Como escreveu Roberto Drummond: “Ser atleticano é um querer bem. É uma ideologia”.

Claro que no futebol a vitória é o principal objetivo. Mas os atleticanos não buscam apenas isso. O atleticano não vive só para os títulos. Ele vive intensamente apaixonado. Se houver barreiras, que sejam enfrentadas. Se for derrotado. Calma, não é o fim. E quando a vitória é conquistada, o atleticano, sempre apaixonado, comemora. E que venham os próximos obstáculos. Porque perdendo ou ganhando, Clube Atlético Mineiro, uma vez até morrer.

Psiu! Quantas horas?


Tic tac... despertador tocando. Trin, trin, trin... O telefone toca uma, duas, três vezes. Biii... Biii... As buzinas soam pelas ruas movimentadas, cheias de carros e motos. Pedestres correndo, nervosos e agitados. É assim. Cidade movimentada, barulho, milhares de pessoas, stress e muita pressa para cumprir todos os compromissos do dia.

Está ai! A palavra que ilustra muito bem o dia a dia urbano. Pressa. Telefone que não para de tocar, trânsito que não sai do lugar, buzinas, pessoas gritando. E o relógio? Ah! Esse não pára. Viramos reféns dos horários. Hora para acordar, hora para chegar ao trabalho, hora da reunião, hora do almoço, hora do retorno ao trabalho, mais uma reunião. Olha o atraso. Ufa! Quantas horas, mesmo? Final do dia. Hora de voltar para casa. Mas e o curso de inglês e a ginástica? É quarta-feira! Dia de chegar mais tarde. E o trânsito? A esse não.

Vivemos sob o comando do relógio. O dia fica pequeno diante de tantas tarefas a cumprir. O tempo já não é mais o mesmo. Tudo acontece muito rápido. E se não ficarmos de olho, pequenos detalhes passam despercebidos. Não conseguimos fazer tudo o que pretendíamos. Muita correria, muitas tarefas e pouco tempo. Hora? Ah! Essa sim. Hora do stress.

Tornamos adeptos do corre-corre, do barulho, da agitação e da agenda. Tudo é programado. Tudo cronometrado. A tempo e a hora. O primeiro na fila, o mais rápido na fala. Olha o desperdício do tempo. Tornamos viciados na tecnologia. Celulares, computadores, carros. Tudo para não perder a hora. Temos que saber das últimas notícias. Política, Economia, Esportes. Qual é a última novidade? Olha o prazo para a entrega do relatório. Acelera!

Angústia, depressão e fuga para tantos horários. Doentes da pressa. Olha a velocidade, olha os prazos, olha o tempo. Quarta-feira? Já não sabemos mais em que dia estamos. Dia 27? Final do mês? Não sei. O calendário está na sala ao lado. Não tenho tempo para olhar. Olha o relógio. Cadê? Psiu que horas são?

Esperança



Esperança. Ah! O que seria da vida dos seres humanos sem ela. Sentimento forte, contagiante. Companhia constante do dia-a-dia. O ânimo, na hora de acordar bem cedo, o entusiasmo, no período da tarde, durante os estudos ou o trabalho, a calmaria, a noite na hora de dormir e quem sabe acordar para um dia seguinte melhor que o dia que se foi... Esperança? Ela aí.

Sentimento que nos impede de fraquejar nos momentos difíceis, nos obstáculos encontrados pelo caminho. Emoção difícil de descrever. Só quem tem sabe definir o que ela representa. Algo gostoso como aquela água fresca depois de uma caminhada sob o sol do meio dia. Como aquele gol nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo.

Quem não tem, considera a vida monótona, comum. Tudo muito rotineiro. Por outro lado, quem tem, consegue enxergar a vida de forma diferente. Mais colorida. Com um gostinho de sempre querer mais. De conseguir aquilo que os outros consideram impossível. Mas para você, apenas uma barreira. Um período, momento e nada mais. E você já encontrou a sua?