Acordar cedo, tomar café, arrumar, ir para o trabalho e lá vem a correria. Todo dia a mesma coisa. Tudo com horário marcado. Tarefas, tarefas e mais tarefas. E hoje não foi diferente. Pendências para acabar, trabalhos para iniciar e cada vez mais serviço. A parte da manhã toda tumultuada. A tarde também nada de sossego. E quando achava que estava chegando ao fim, aparece um amigo, desses que a gente não pode negar nada, e me pede para escrever um texto para uma coluna do jornal. Mais que depressa, com toda a afobação, aceitei o pedido e só depois notei que ainda não tinha terminado tudo que havia sido proposto. Opa! O texto agora é mais uma pendência na minha lista de infinitas tarefas.Calma! Respiro fundo e como sempre começo a digitar as primeiras palavras. Mas espera. Qual é mesmo o assunto que vou abordar? Meu Deus! Não defini nada com meu amigo e agora? Pelo jeito mais um serviço para começar.
Vamos lá. Pego os jornais do dia, busco informações na internet, escuto as últimas notícias no rádio e nada interessante para relatar no meu texto. Deve ser a época. Férias, não minhas, mas da maioria das pessoas. E nesse período não acontece nada de muito diferente dos outros anos. Nos jornais os roteiros turísticos, o sol, as chuvas, as situações nas estradas, o carnaval ocupam a primeira página. A política e o futebol estão de férias. E pelo jeito a inspiração também. Hoje não é meu dia.
Penso em mil coisas e nada de atraente vem à minha cabeça. Qual o tema vou abordar no meu texto? Mais um pouquinho e uma boa idéia aparece. Ah! Mas sobre este assunto eu já escrevi. De repente surge outro tema. Mas este também eu já abordei, embora há alguns anos. Sinceramente. Não sei sobre o que vou escrever. Digito algumas palavras, apago outras e não sai nada. Isso não é comum.
Depois de algum tempo... Não acredito! Consegui. Porque não escrever sobre a correria do meu dia, as muitas tarefas e sobre o texto ainda sem tema definido. Agora, sim! Boa idéia. Quer saber? Preciso é de férias.